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A minha História

Este blog foi criado em setembro de 2007, aproximadamente um ano e meio após meus pais me resgatarem, quando eu tinha um ano, graças a denuncia do zelador do antigo prédio em que eu morava. A minha mãe não sabia como eu era ou estava, o que ela queria era acabar com o meu sofrimento, e meu pai a apoiou . Eu tinha muitos traumas, e a minha saúde estava péssima, mas com paciência, carinho e amor eles reverteram o cenário.

Quando tudo já estava “tranquilo” em nosso novo apartamento adaptado para mim, chegou a minha irmã Pantera Negra, que foi encontrada vagando pelas ruas com aproximadamente dois anos de idade, e tivemos que mudar mais uma vez. Suas condições de saúde também eram péssimas, mas também revertemos este quadro, e com o passar do tempo descobrimos que possuía duas doenças genéticas.

Além de conhecer estas histórias vocês terão outras trocas de experiência baseadas nas nossas vivências, as vezes boas, as vezes não, e informações sobre o mundo canino aqui. Boa leitura!

Maximiliano Neves Roig

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Pitbull testemunha contra o dono por maus tratos

Ter, 24 Ago, 07h42



WASHINGTON (AFP) - O comitê de condicional do Alabama (sul dos Estados Unidos) recusou nesta terça-feira a liberdade condicional de Juan Daniels, de 26 anos, condenado a nove anos de prisão em 2007 por ter queimado e batido em Louis Vuitton, um pitbull de 7 anos, informou o comitê.


Segundo a imprensa local, que publica várias fotos do animal, hoje totalmente recuperado, o cão compareceu à audiência como testemunha.


Juan Daniels poderá fazer um novo pedido de liberdade condicional em julho de 2012, indicou o comitê.


Ele foi condenado por ter agredido seu cachorro com uma pá e depois jogado álcool e ateado fogo ao animal. Com 60% do corpo queimado, Louis Vuitton levou meses para se recuperar.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Como passear com cães nervosinhos ou realmente agressivos

Como passear com cães nervosinhos ou realmente agressivos

Por Ayrton Mugnaini Jr, especial para o Yahoo! Brasil

O cão pode ser parente até bem próximo do lobo, mas não recebeu o nome "canis familiaris" à toa. E este nome não foi a única coisa que ganhou do ser humano quando ambos se conheceram há milhares de anos.

Num ambiente onde seres humanos são maioria (embora às vezes não pareça!), o ser canino pode ser considerado "quase humano", vivendo de acordo com as leis humanas, sem precisar sobreviver e conseguir o que desejar na base da mordida, como fazia em seu tempo de selvagem. E para não maltratar ninguém ele deve ser bem tratado, com socialização atenciosa e bem realizada.

Nunca é demais lembrar a importância da boa socialização, especialmente se o canino for dos mais rebeldes e dominantes. Como já afirmei, quem toca guitarra ou canta mais ou menos pode até ganhar a vida sem machucar ninguém, mas dirigir automóvel, fazer cirurgias ou socializar um cão são atividades que só admitem duas alternativas: ou se faz muito bem, ou se delega a tarefa a quem faça muito bem.

É claro que, do mesmo jeito que muitas pessoas têm sangue quente e "viram bicho" por tudo e por nada, necessitando de mais autocontrole e às vezes até controle externo dos grandes, há muitos cães que se tornaram ou já nasceram estressados, cuja socialização é bem mais difícil, até fazendo jus à plaquinha "Cuidado, cão anti-social!" no portão.

Mas o fato de o cão ser muito bravo (especialmente se "trabalhar" como cão de guarda) não significa que ele deva passar a vida encarcerado sem direito a passear e se divertir como outros cães - desde que o dono ou pessoa encarregada de passear com ele saiba e consiga manter a fera sob controle.

Conhece teu cão como a ti mesmo
"Não se preocupe, ela só morde carteiros!" É esse o aviso bem humorado que meu filho Ivo, oito anos de idade e convivência com cães, dá a quem desconfia do jeito bravo de Mila, sua vira-lata de uns quatro anos (já falei dela em outras ocasiões) que ainda está se livrando do trauma por ter sido abandonada pelo antigo dono e efetivamente tornou-se famosa na vizinhança por avançar para morder carteiros, entregadores de gás e outras pessoas de uniformes semelhantes.

Só fomos perceber isso após Mila morder duas ou três pessoas. Realmente, devemos estar atentos a quem colocamos dentro de casa. E às vezes o canino se torna perigoso por "culpa" do dono que ou esquece de lhe dar atenção e conforto, deixando-o preso por muito tempo, ou, se o cão for filhote, acha "bonitinho" vê-lo bancando o Chiquinho Gavião e puxando briga com todo mundo - sem imaginar que o peludinho irá se tornar um peludão perigoso e não tão "bonitinho" assim. São descuidos como esse que dão a Pitbulls e Rottweilers a fama injusta de feras altamente perigosas e totalmente indomáveis.

Ivo e eu já aprendemos. Ao passearmos com Mila e divisarmos alguém do perfil que ela "adora" se aproximando, diminuímos o tamanho da guia para evitar que ela se aproxime muito e, se ela faz menção de atacar - o que, aliás, vem diminuindo nos últimos meses - , seguramos bem a coleira dizendo "não, Mila, é amigo(a)!".

Passeando com as feras
Casos como o de nossa amiga Mila são bastante brandos e fáceis de lidar, ao contrário de cães de maior porte e muito mais dominantes, ferozes e perigosos, de socialização bem mais difícil. Esses só devem sair à rua com coleira, guia e focinheira de passeio. Por sinal, a focinheira merece um parágrafo só para ela.

Não confundam a focinheira de passeio com a focinheira-mordaça usada para manter fechada a boca do bicho em procedimentos de curta duração, como exames médicos. Afinal de contas, cães e gatos transpiram pela língua, e precisam ter liberdade para transpirar à vontade durante o passeio. A focinheira mantém a boca do peludo fechada o suficiente para ele não sair mordendo, e ao mesmo tempo aberta o bastante para ele suar.

Não é aconselhável passear com este cão junto a outro - afinal, como se diz, a união faz a força -, a não ser que você seja forte o suficiente para brecar a cachorrada se ela sair correndo ou apartá-los se começarem a brigar uns com os outros. Lembremos que a força muscular de um cão equivale a aproximadamente três vezes seu peso - por exemplo, um peludo de 30 quilos tem força equivalente a 90 - e você pode ser arrastado. E mesmo que você seja um "armário" daqueles que o ideal é termos como amigo, o ideal é que você conheça bem cada um de seus peludos bravios; pratique com cada um em separado antes de sair à rua com dois ou mais de uma vez.

Outro detalhe: além de conhecer bem seu cão, conheça também a vizinhança. Procure evitar passar com ele onde haja cães que vivem soltos e que ele possa resolver enfrentar - ou que possam resolver enfrentá-lo. Muitas vezes o cão só é manso até ser provocado. Lembremos ainda que não há imã melhor para atrair um canino que outro canino; pessoas que saem às ruas com cães (ferozes ou não) têm muito mais probabilidade de atrair cães desgarrados (idem) do que pessoas "sozinhas".

Quando é preciso ajuda
A socialização de um cachorro muito bravo e dominante poderá exigir aulas para o dono e/ou treinadores profissionais para o bicho. Mas, basicamente, ela se resume a duas tarefas. Uma é ignorar o mau comportamento do cão e elogiá-lo por bom comportamento. A outra é reprimir o mau comportamento excessivo, como rosnar para cães estranhos ou tentar mordê-los. O procedimento inclui manter o cão sempre na coleira e, quando ele tentar avançar para cima de outro, repreendê-lo de alguma forma, como dar o comando de "Não!" e puxar a coleira, "enforcando-o" de leve, mas o suficiente para ele perceber que este tipo de conduta merece castigo e leva a uma sensação desagradável.

Nunca se esqueça de três outros fatos básicos. O mundo se divide em mandadores e mandados. É preciso deixar claro quem manda e quem obedece; se o cão não for comandado o suficiente, ele tomará a iniciativa de comandar, por "bem" ou por "mal", chegando a atacar e morder se não receber limites. E temos um quarto fato: tudo na vida é negociação, inclusive entre nós, pessoas, e nossos amigos peludos "quase humanos" cuja distinção é justamente - e graças a nós - ser cada vez menos feroz e selvagem que seus parentes lobos.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Cheirando os nossos rabos

Ontem a Mamãe tava muito irritada, citou até Brigitte Bardot pra Vovó Lene ao telefone, tipo: “Bardot é que está certa, cansei dos seres ditos inteligentes”, agente sabe que ela pensa assim, mas quando ela verbaliza é porque a coisa tá ainda pior. Ela foi no Tio Libonati pegar os receituários da minha irmã Pantera de Gardenal 100mg, Brometo de Potássio que aumentou e dosagem e Fluoxetina 100 mg devido a epilepsia e ao transtorno obsessivo, que por sinal atualmente tá perecendo até a sombra da nossa Mãe. Até aí tudo bem, beleza, a Mamãe acha o Tio Libonati divertido, gosta de brincar com os bichos, e só fica deprê quando tem algum bicho muito malzinho por lá. A coisa ficou feia foi quando ela saiu de lá.

A Mamãe foi na farmácia de manipulação que tradicionalmente mandamos fazer nossos medicamentos, mas para infelicidade de nossa matriarca estava uma farmacêutica substituta que realmente acreditava ser a detentora da tocha do poder absoluto dos manuais farmacológicos, sendo uma verdade absoluta e irrevogável o que ali se encontrar escrito, que simplesmente negou o pedido de fluoxetina da Mamãe, solicitado a atendente no balcão, justificando que segundo o MANUAL a dosagem máxima para HUMANOS era de 80mg, alias, partindo do pressuposto que a medicina é uma ciência exata.

Vichi, a Mamãe, engoliu em seco, fez cara de paisagem, buscou internamente a serenidade secular alcançada com monges tibetanos em vidas passadas, pois é a única justificativa para ela não ter furado com uma caneta os globos oculares da pseudo profissional que se encontrava na sua frente no balcão, e da forma mais civilizada possível, segundo nos contou a Mamãe, tentou explicar para a criatura que o medicamento era para um dogue alemão, que já havia sido produzido por aquela farmácia já existindo um cadastro, e que fazia parte de um coquetel, a Mamãe ainda mostrou as outras receitas do Gardenal e do Brometo. Mas não tem jeito, gente burra morre pastando, já dizia a minha falecida Bisa Juracy, com perdão aos amigos burros de casco, e neste caso substituindo sem chegar a titular. A figura completou a cena trazendo o seu valioso manual para HUMANOS, aí a Mamãe que já tava cansada de falar com aquela parede, disse que ela era jornalista e não possuia expertise para tratar sobre o assunto, logo ela deveria se reportar diretamente com o médico veterinário, um lampejo de inteligência se fez naquele vácuo que parecia quase perfeito, sinapses foram produzidas e o pedido foi aceito pela, ao que tudo indica, a que será eterna substituta. É, no nosso mundo canino agente teria resolvido isto só cheirando os nossos rabos.


Brigitte Bardot

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Brigitte Bardot, nascida Brigitte Anne-Marie Bardot (Paris, 28 de Setembro de 1934) é uma atriz e cantora francesa. Conhecida mundialmente por suas iniciais, BB, é considerada o grande símbolo sexual dos anos 1960 e 70. Tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública
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Em 1973, pouco antes de completar quarenta anos, Brigitte anunciou que estava encerrando sua carreira. Após mais de cinquenta filmes e de gravar dezenas de discos, ela recolheu-se a La Madrague definitivamente, escolheu usar a fama pessoal para defender os direitos animais e tornou-se vegetariana. Em 1977 atraiu atenção mundial para sua causa ao denunciar in-loco o massacre de bebês-foca no norte do Canadá. Em 1986, ergueu uma fundação, Fondation Brigitte-Bardot, declarada de utilidade pública pelo governo francês em 1992, e que em 1995Dalai Lama como seu membro honorário. Entre 1989 e 1992, BB também apresentou na tv francesa uma série chamada S.O.S. Animaux, co-patrocinada por sua fundação. Entre outras causas, ela atuou e liderou campanhas contra a caça das baleias, as experiências em laboratório com animais, pela proibição de brigas autorizadas entre cães e contra o uso de casacos de pele.

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